Arquivo do mês: junho 2011

Mercado Imobiliário Atrai um Novo Tipo de Investidor…

 


 

“Roberto Carlos vende apartamentos em São Paulo”

O Rei não manda mais nada pro inferno.

LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

Para quem se acostumou com o Roberto Carlos melífluo de canções românticas como “Detalhes” ou “Como É Grande o Meu Amor por Você”, o que apareceu na noite de quinta, em plena avenida Juscelino Kubitschek (zona sul), era irreconhecível.

Ele veio vestido de azul, como sempre. Cantou “Emoções” e “Além do Horizonte”.

Mas o que o tal Roberto fazia ali era bem diferente de tudo aquilo a que o público fiel do cantor acostumou-se. O Rei vendia imóveis.

Especificamente, vendia 226 apartamentos residenciais e 80 conjuntos comerciais de um prédio azul e branco (é claro!) de 40 andares e arquitetura inspirada na de Dubai, a Meca das paredes espelhadas.

Nome do empreendimento: Horizonte Home & Offices (“Além do horizonte, existe um lugar bonito e tranquilo pra gente se amar”, lembra?).

Roberto Carlos em pessoa investiu na construção, por intermédio da sua (o nome é esse mesmo) Emoções Incorporadora.

Na plateia de 300 pessoas, muito mais do que as fãs enlouquecidas de sempre, o que se viam eram investidores do mercado imobiliário, além de parentes dos sócios no empreendimento.

Roberto Carlos prometeu morar no local quando em São Paulo (a residência oficial dele é no Rio de Janeiro).

À Folha ele disse que quem comprar um apê por lá poderá até encontrá-lo no elevador.

Afirmou que está tentando junto à prefeitura suprimir o 13º andar. “Nos Estados Unidos, é comum um prédio ir direto do 12º para 14º andar. Por que aqui não?”

Ainda não se sabe se o toque do Rei funcionará no mercado imobiliário. As vendas começarão a ser feitas na próxima semana.

Um ninho de 54 m2 sairá –em média– por R$ 730 mil (depende do andar). Um de 113 m2, por R$ 1,5 milhão.

Segundo a coordenadora de vendas do prédio, Branca Cesaroni, o marketing em torno do Rei só serve para acelerar a comercialização: “O preço do metro quadrado construído não aumentou por causa disso.”

Chitãozinho, da dupla com Xororó, estava entre os convidados. “Vai comprar um, Chitão?” “Não. Eu vim checar o modelo de negócio”, respondeu o sertanejo, que já tem uma rede de 110 churrascarias, investe em fazendas e acaba de lançar um condomínio fechado em Caruaru (PE). “Acho importante o artista diversificar os investimentos”.

Roberto Carlos sabe bem o que é isso. Além dos CDs, DVDs e shows, há anos ele vem lotando transatlânticos para seu cruzeiro de quatro dias “Emoções em Alto Mar”, com preços que variam de R$ 2.600 a R$ 7.000.

Agora, prepara-se para surfar a onda do turismo religioso. Ao som dos hits “Jesus Cristo” e “Nossa Senhora”, embarcará rumo a Jerusalém, com direito a show. Quer acompanhá-lo? Pague R$ 5.440.

Fonte: Folha

Link:  http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/931906-roberto-carlos-vende-apartamentos-em-sao-paulo.shtml


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Marketing ou Maquitin?

Produtos e mercados devem ser resultado de muitos estudos, nem sempre um produtos de sucesso para este mercado fará sucesso em outros sem que se faça adaptações ou se conheça particularidades regionais.


Muito além de preço e localização

Basicamente o profissional de vendas para o mercado imobiliário necessita apurar seus conhecimentos; já se foi o tempo em que bastava o conhecimento sobre o imóvel e condições de pagamento e alguma informação sobre localização; hoje a coisa vai muito mais longe é muito mais abrangente.

Falar sobre a região, suas características o entorno do empreendimento e o quanto ele interfere positiva ou negativamente na região onde esta ele inserido é condição básica nesta relação que se torna cada vez mais técnica.

 Os Clientes de hoje são informados e interessados em empreendimentos que estejam ligados a preservação ambiental com ações e praticas que justifiquem o marketing utilizado para convencê-los sobre a compra.

Portanto, corretor ligado, deve ter  estar com suas crenças e argumentações muito claras para convencer clientes também muito bem preparados.

Muito além de preço e localização

 

Existe uma série de itens que reduzem os impactos de um imóvel. Você sabe identificá-los?

 

Foi-se o tempo em que, chegada a hora de comprar a tão sonhada casa própria, o candidato devesse se fixar apenas a questões como preço e condições de financiamento, localização, tamanho e disposição do imóvel. Hoje, outros itens são igualmente importantes quando se vai fechar um negócio. Neste novo panorama do mercado de empreendimentos imobiliários, a gestão socioambiental, que dinamiza a eficiência e a qualidade e traz resultados positivos para o setor, também já é preocupação de parte dos usuários finais – os mais interessados na perfeita condução do processo de construção de seu imóvel.

É claro que ainda é válido, sempre que possível, escolher uma região próxima ao local de trabalho e que conte com um bom sistema de transporte público, áreas verdes e uma infraestrutura básica. No entanto, também faz diferença viver em um edifício cuja construção atende a normas técnicas e resoluções ambientais específicas, que garantem mais segurança aos moradores. Ou ainda, que tragam benefícios diretos ao proprietário, quando simples sensores para iluminação automática das áreas comuns do edifício provocam a redução do valor a ser pago pelo condomínio.

E como identificar se o empreendimento preza por qualidade, eficiência e economia, ou seja, é sustentável? Um bom primeiro passo é saber se os materiais utilizados na construção causam menor impacto ambiental, como o caso das tintas com baixo VOC (menor toxicidade), dos pisos e cimentos que contêm materiais reciclados e das madeiras reflorestadas ou certificadas, provenientes de comercialização inteiramente legal. Durante a execução da obra, é essencial que ocorra um correto descarte dos resíduos sólidos, com enfoque nos conhecidos 3R: reciclar, reutilizar e reduzir. Os projetos arquitetônicos também devem prever ações que visem eficiência energética e do uso da água, transformadas em realidade graças à implantação de painéis solares, lâmpadas LED, reaproveitamento da água das chuvas, telhados verdes, entre outros exemplos.

Aliás, não se pode esquecer também dos impactos sociais da obra. E se o empreendimento incomoda a vizinhança, por conta do ruído das máquinas durante a construção e da posterior mudança na paisagem? E se os trabalhadores não contam com condições ideais de trabalho? Ainda vale a pena?

A sustentabilidade verdadeira na construção civil não se resume à preocupação com o meio ambiente. Envolve também a segurança, o respeito, a saúde e a higiene das pessoas – moradores, profissionais e da comunidade do entorno. Essa visão pode e deve ser estendida a todos diretamente envolvidos no processo, desde os diretores do negócio, passando por fornecedores, corretores de imóveis até alcançar o usuário final.

Afinal, de que adianta um novo empreendimento imobiliário oferecer todas estas soluções se os futuros moradores não adotarem as novas práticas? Um simples programa de coleta seletiva perde todo seu sentido caso os proprietários não compreendam e internalizem os motivos pelos quais se deve separar o lixo orgânico dos outros materiais. Ficar de olho nestas atitudes no momento de fechar um negócio já faz de cada comprador um protagonista no gradual processo de mudar a sociedade, e para melhor.

Fonte

http://www.even.com.br/sustentabilidade/pt-br/de-olho-no-imovel/muito-alem-de-preco-e-localizacao.html