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O Poder de Cada Um

By Eugenio Mussak

Quais são as características que podem nos aproximar ou nos afastar daquilo que almejamos.Eugenio Mussak

Em um recente debate do qual participei em uma escola de negócios, o assunto era a origem do poder. A dúvida central era se o poder, afinal, pertence à pessoa ou ao cargo que ela ocupa. A conclusão foi que, nas corporações e na política, o poder emana do cargo, mas que este foi ocupado porque a pessoa apresentava suas próprias características de poder pessoal, humano.

Quando se falou da origem e das relações do poder, alguém lembrou Marx, um dos precursores da sociologia. Para ele, o grande poder vem do capital financeiro, e as mazelas da sociedade se deviam ao fato de que o mesmo estava concentrado nas mãos de poucos, os poderosos, donos dos meios de produção, que exploravam o pouco que a massa tinha para oferecer – sua capacidade de trabalho. Tinha razão, naquele contexto da Europa do século 19.

Atualmente, esse tipo de capital continua importante, mas já não é absoluto, pois surgiram novas modalidades de capital que dão poder a seus detentores. Para entender, cabe lembrar de outro bamba da sociologia, o francês Pierre Bourdieu, falecido em 2002, aos 72 anos, dono de uma obra complexa e, até certo ponto, hermética aos não iniciados na matéria.

Foi ele o primeiro a se referir de forma estruturada ao aparecimento de novos capitais, que seriam responsáveis pelas novas relações de poder. Sua visão é que cada um de nós acumula certos capitais durante a vida, e são eles que nos permitem competir e ocupar espaço nos ambientes – ou campos – em que vivemos.

Bourdieu dizia que todos nós habitamos um ou mais espaços sociais particulares, que ele chamou de campos. A sociedade seria constituída por diversos campos, entre eles o cultural, o educacional, o científico, o empresarial, cada um composto por elementos simbólicos próprios. Para podermos viver nesses campos, e para convivermos com seus habitantes, precisaríamos estar familiarizados com seus componentes simbólicos.

Até aí, tudo bem. Só que ele foi além, pois às vezes não queremos só conviver, queremos ocupar espaços, influenciar, ser protagonistas. Nesse caso, não seria suficiente entender os hábitos, teríamos que acumular alguns tipos de capital, cujo valor confere algum poder. E, na análise de Bourdieu, existem três tipos de capital, que permitem à pessoa manifestar-se, competir e ocupar posições significativas em seu campo: o capital econômico, o capital cultural e o capital social.

A força dos capitais

O capital econômico se refere ao dinheiro, ao poder de compra, ao crédito e à capacidade de ganhar que a pessoa tem. O capital econômico é o que mais se identifica com o conceito clássico de capital. O próprio capitalismo refere-se a um sistema político e econômico, em que os meios de produção são de caráter privado e visam à geração de mais riqueza econômica aos seus proprietários. Marx teria gostado deste parágrafo. Mas, para Bourdieu, esse capital não é o único, nem sobrevive sem os outros.

O capital cultural, na atualidade, é importantíssimo como gerador de poder. Ele poderia também ser chamado de conhecimento, entretanto é mais abrangente que isso, pois é constituído pelos saberes próprios e significativos a cada campo, mas acrescidos de outros, de caráter genérico, como os culturais. Além de qualificações educacionais, conhecimentos técnicos e competências específicas, necessárias à prática de uma profissão, os conhecimentos adquiridos através da apreciação da arte, da literatura geral e das viagens realizadas também comporiam o capital cultural da pessoa.

Por último, o capital social. Este tem a ver com a rede de relacionamentos. Mais que ter amigos e conhecidos, o capital social a que Bourdieu se referia está mais próximo do que hoje convencionamos chamar de net­wor­king, algo valorizado no mundo acadêmico e também no empresarial. Há pessoas cujo maior patrimônio é sua agenda de contatos. Eles sabem com quem falar em cada situação, a quem recorrer nas dificuldades. O capital social vale muito.

Pense bem como andam seus capitais, afinal. Quanto a mim, o econômico está sob controle, pelo menos as contas estão pagas. O cultural, este podia ser maior, sempre. O social está bem, mas precisa ser mais bem cuidado, acho. Essa é uma reflexão pertinente na atualidade, e que deve ser feita repetidamente, pois tudo muda, e nós sempre somos comparados à média dos grupos (ou campos) a que pertencemos. Estar muito bem posicionado em um ano não garante o mesmo status no ano seguinte. Tudo flui, diria Heráclito.

O quarto capital

Mas há uma novidade no vocabulário sociologuês. Recentemente, a cientista social inglesa Catherine Hakim, especialista em sociologia do trabalho, o que inclui análises sobre as atitudes sociais e as relações de poder, publicou um livro que tem sabor de pimenta-malagueta, aliás muito apreciada na terra da rainha. A crítica o recebeu com algum espanto; no mínimo, foi rotulado de “provocador”. Seu título é… Capital Erótico (Best Business, 2012).

Sua proposta é a de que esse capital pessoal, que ela chama de erótico, tem o mesmo potencial de gerar poder que os outros três. Diz ela que criou o termo para “aludir a uma obscura, porém crucial, combinação de beleza, sex appeal, capacidade de apresentação pessoal e habilidades sociais – uma união de atributos físicos e sociais que torna alguns homens e mulheres mais atraentes para os membros de sua sociedade”.

Catherine afirma que as sociedades modernas estão cada vez mais individualistas e sexualizadas, e que as pessoas devem dar-se conta de que são avaliadas não apenas pelo que podem fazer pelo coletivo – o que dependeria especialmente de seu capital cultural -, mas também o quanto de apreciação elas obtêm com sua presença física.

Apesar da forte sexualização do texto, com relatos, digamos, quentes das relações humanas, o capital erótico não seria, necessariamente, um poder sensual. Antes, é a capacidade de provocar atração, desejo de proximidade, polarização dos olhares. Somos naturalmente atraídos pelo belo, que pode estar presente nas artes, na natureza, nos animais, no design, na arquitetura. Niemeyer, por exemplo, sempre preferiu as linhas curvas para seus prédios, pois dizia que lembravam o corpo da mulher.

Erótico vem de Eros, o deus grego do amor, correspondente ao Cupido do panteão romano. Sua função era a de aproximar os amantes, e, para isso, provocava o desejo, que culminava no desabrochar do que os humanos teriam de melhor, que é a capacidade de amar. Eros era filho de Poros, o deus da riqueza, e Penia, a deusa da pobreza. Por isso Eros é exuberante e também carente, sempre desejando mais.

A autora descreve várias pessoas cujo capital erótico as ajudou a alcançar seus objetivos, especialmente os profissionais. Ela não elimina a importância da competência, nesse caso, mas posiciona a atratividade pessoal como uma vantagem adicional importante, com potencial de influenciar nas decisões de contratação.

Essa atração tem a ver com a beleza absoluta, que é definida geneticamente, mas também com a relativa, que é resultado da maneira como a pessoa se cuida. Importam seu asseio, o penteado, o sorriso, a maneira de vestir. Qualquer pessoa, a seu ver, carrega um potencial erótico, que tanto pode ser potencializado como prejudicado, como quando se escorrega para o exagero e a vulgaridade.

Pessoas com elevado capital erótico são aquelas ao lado das quais queremos estar. Às vezes, já sentado no avião, você fica observando as pessoas e seleciona mentalmente as que você gostaria que se sentassem ao seu lado e as que não. O único interesse, nesse caso, é o de ter uma figura agradável a seu lado durante um tempo em que a proximidade física é inevitável.

Definitivamente, o capital erótico ajuda e, até certo ponto, está ao alcance de qualquer pessoa cuidar dele, potencializá-lo, torná-lo evidente. Cuidado e bom gosto são determinantes da vaidade necessária. Saúde, equilíbrio, sobriedade, adequação e elegância são os termos que mais bem acompanham a ideia do capital erótico.

Para falar de uma pessoa que definitivamente não era comum, certa vez li, em alguma revista, uma biografia sintetizada da princesa Grace de Mônaco. Grace Kelly, filha de uma família rica da Filadélfia, tornou-se atriz e conquistou o coração do príncipe bom partido Rainier III. Entretanto, apesar da carreira no cinema e do cargo de nobreza, dizia-se que seu maior talento era simplesmente o de se tornar agradável. Era impossível não se sentir privilegiado em sua presença.

Essa visão do jornalista, de que “seu maior talento era o de se tornar agradável”, talvez seja a melhor maneira de entender o que a cientista social chama de capital erótico. No caso da Grace Kelly, sua pessoa era mais impactante que sua carreira, seu dinheiro e sua nobreza. E não apenas porque era bela, mas porque era agradável. Ela tinha capital erótico.

Para terminar, é importante lembrar que não é esse o capital que define o valor real da pessoa. Ele é um importante “abridor de portas”, mas manter as portas abertas é função de tudo o que está por baixo dessa epiderme erótica, como os valores, as atitudes, as capacidades. Se o objetivo é o poder pessoal, o equilíbrio entre os quatro capitais é o melhor caminho.

Eugenio Mussak diz que seu principal capital é o cultural, mas bem que gostaria que fosse o erótico…

Fonte: http://vidasimples.abril.com.br/colunistas/eugenio-mussak-poder-cada-739418.shtml

Revista vida simples: http://vidasimples.abril.com.br/

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LIVRO “ O VENDEDOR DO FUTURO”

LIvroPor Raúl Candeloro

Confira a entrevista com Renato Gosling

1.    Sobre o que trata exatamente seu livro O Vendedor do Futuro? Qual a grande mensagem?

O livro “O vendedor do Futuro” é sobre relações de negócios e dá ênfase aos momentos de venda, mas não se destina exclusivamente a vendedores. Trata-se de uma leitura que pode ser enriquecedora para todas as pessoas que negociem algo a qualquer momento, em seu ambiente de trabalho ou fora dele. Mas este também não é um livro típico de negociação, pois aborda, em muitos momentos, aspectos humanos – aspirações, paixões, equívocos e incertezas – que vão além da mesa de negociação, são aspectos transmitidos a partir da vivência de pessoas que podem ser ou não da área de vendas, mas cujas histórias e opiniões nos fazem refletir sobre o novo mundo corporativo. Não é este, portanto, um texto teórico. O intuito deste livro é contribuir para que todo profissional faça negócios mais facilmente, sem aquela dose a mais de pressão e angústia que chega a minar o bem-estar de muitos profissionais que conhecemos. São duas grandes mensagens, a primeira é para os vendedores pararem de trabalhar no automático e começarem a pensar mais, e serem mais consultivos. O vendedor de hoje tem que ser um pesquisador, mesmo aqueles que trabalham com commodities. A segunda são as 11 maneiras de encarar este novo mundo digital, ou novo mundo corporativo, que isto se encontra na conclusão do livro.

2.    Qual a primeira coisa que você gostaria que alguém fizesse ao terminar de ler seu livro? Por onde começar?
Quero que as pessoas terminem de ler e pensem “este livro vai me ajudar a fazer negócios mais facilmente, sem tanta pressão e angústia”. Quero que as pessoas comecem migrando a marcha do automático para o manual, isto implica em relações interpessoais, processos, atenção nos detalhes, etc.

3.    Como você começou nessa área? 
Comecei trabalhando em agências de propaganda na área off-line e digital, são elas: Y&R e Eugenio.

4.    Qual seu diferencial em relação a outras pessoas que falam sobre esse assunto? Qual sua ‘marca registrada’? 
Pesquisei muito sobre livros de vendas. A maioria são densos, teóricos e acadêmicos demais. Não vi nenhum com muita prática de mercado, leve, bem-humorado, que contasse histórias, mas que ao mesmo tempo fosse profundo para refletir e mudar este dia a dia nosso em vendas que está arcaico e muitas vezes sem sentido. Cobram muito, e diversas vezes nem se sabe por quê. Querem quantidade e não qualidade. É só meta, esquecem do aperto de mão, atenção, esforço, etc. (sugiro ler a última entrevista do Nélio Bilate no livro – fundamental para esta matéria).

Difícil dizer minha marca registrada. Prefiro que cada um de vocês tire as respectivas conclusões. Até para não dar uma opinião viciada. Aliás, ultimamente tenho procurado contratar pessoas para vendas que não são de vendas, pois elas vêm sem vícios, e de mente aberta para fazer um trabalho diferente, sem estar no automático.

Informação de contato:
Site: http://www.renatogosling.com
Facebook: http://www.facebook.com/ovendedordofuturo?ref=hl
Linkedin: br.linkedin.com/in/renatogosling
Twitter: @renato_gosling
E-mail: renato@renatogosling.com

 

Fonte : Revista Venda mais                                                                                                                                                                                                        Link: http://www.vendamais.com.br/artigo/51565-confira-a-entrevista-com-renato-gosling.html


Arábia Saudita terá Edifício mais Alto do Mundo

Projetado pelo escritório Adrian Smith + Gordon Gill, arranha-céu terá mais de 1 km de altura, superando o Burj Khalifa, em Dubai

  Por: Mauricio Lima

 A cidade de Jeddah, na Arábia Saudita, terá o prédio mais alto do mundo, com mais de 1.000 m de altura. A torre que será construída próxima ao mar vermelho será pelo menos 173 m mais alta que o Burj Khalifa, em Dubai, atualmente o edifício mais alto do mundo, com 828 m de altura.
A construção, estimada em US$ 1,2 bilhão, deve ser iniciada brevemente, segundo o escritório Adrian Smith + Gordon Gill Architecture, responsável pelo desenvolvimento do arranha-céu. De acordo com o escritório, os projetos de fundação já estão prontos e os de design e estrutural estão em fase de conclusão.
O edifício contará com um hotel, apartamentos residenciais e condomínios de luxo. Também terá o observatório mais alto do mundo, que será acessado por meio de elevadores que transitarão a uma velocidade média de 10 m/s nas duas direções.
Segundo o escritório, o formato do edifício foi inspirado em plantas do deserto, unidas na base, mas que se separam no topo. O projeto prevê o edifício com uma base em forma de tripé, que, de acordo com os arquitetos, é ideal para o edifício. As “asas” pontiagudas, que produzem um efeito aerodinâmico, fazem com que a ação do vento na estrutura se torne menor. A fachada do edifício será toda em vidro, com um sistema para minimizar as cargas térmicas. Além disso, os três lados da torre contarão com entradas que criarão sombra para vários andares.
O prédio tem uma aparência esguia e assimétrica e deve se tornar um símbolo de renovação para a região. O Kingdom Tower, como é chamado o edifício, terá 530 mil m² de área construída e será a primeira obra da Kingdom City, região que terá 5,3 milhões de metros quadrados de área construída. O novo bairro de Jeddah é idealizado pelo príncipe Alwaleed Bin Talal Bin Abdulaziz Alsaud, sobrinho do Rei da Arábia Saudita, Abdullah, e diretor da Kingdom Holding Company. A construtora Saudi Binladin Group (SBG) será responsável pela construção do edifício.

Fonte: Piniweb –

Veja mais detalhes no link abaixo.

Link :  http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/arabia-saudita-tera-edificio-mais-alto-do-mundo-226133-1.asp